#14, Café Les Éditeurs, Paris

Mesdames et Messieurs: depois de um almoço italiano com o Jamie na terra da rainha, a versão internacional do Pique Baleia se encheu de charme, luz e elegância para aterrizar na capital mais bonita e metida da Europa. A primavera em Paris estava agradável e, apesar da enorme frente fria que durou quase toda a viagem, escolhemos uma mesa na varanda. Nas cadeiras viradas para a rua do Café Les Éditeurs (dica imperdível da Juliana-sempre-ela-Lugão, praticamente o 3º elemento do blog), ou em qualquer outro restaurante de Paris, a graça é ficar na vitrine para olhar o movimento – e ser visto, claro.

A Juju foi bem clara na descrição do lugar: ali você vai encontrar “o melhor croque-monsieur da vida” – e amigo, falou em croque, falou comigo! Fã incondicional dessa iguaria gorda, abri um espaço no roteiro exclusivamente para esse momento.

A temperatura estava uma delícia – quando o sol saía detrás das nuvens dava até pra tirar o casaco e aproveitar a brisa. A mesinha era -inha mesmo, daquelas bem apertadas e a Natasha, companheira de gordices francesas, tinha pouco tempo antes das aulas da tarde. Aproveitamos o curto espaço físico/tempo e pedimos um petit faims – para quem quer um prato pequeno e/ou “rápido” (com direito à explicação das aspas).

Querem conferir?

Prato principal #1 :: Croque-monsieur com saladinha :: €11
Incrível. Magnífico. Lindo. Muito bem servido. Enfim, um croque legítimo e gostoso como não comia há tempos. A casca do pão gratinado estava sequinha e muito saborosa, sem contar que o queijo francês fez t-o-d-a a diferença. Pra acompanhar, uma mini salada verde levemente temperada. (:

Prato principal #2 :: Carpaccio de boeuf com batata frita :: €15,50
Adoro carpaccio, mas normalmente não como porque sempre acho que terei outras opções mais interessantes no cardápio. O pedido foi da Natasha e logo na primeira garfada ela segurou no meu braço e disse: nunca comi um carpaccio tão bom aqui (acreditem: ela já provou vários em Paris). De acompanhamento, batata frita legítima (sem formato industrializado), sequinha e saborosa.

Para beber, além da popular tap water, tomamos o único vinho rosê da casa: uma meia garrafa deliciosa, mas que saiu mais cara do que a encomenda (€15). Nada contra o sabor, mas sabendo que você está numa cidade onde ótimos vinhos são comprados a 3 ou 4 euros em qualquer mercado, corta o coração. </3 (ahahaha)

Olha, confesso que fiquei tão entusiasmado com a ideia de comer na varandinha, que não cheguei a entrar no restaurante para ver como era. Pela frequência, arrumação dos pratos e localização, acredito que o Les Éditeurs seja um lugar chiquezinho, mas nada que iniba na fachada. A região (Saint Germain) é cheia desses restaurantes – perfeito pra ir com a família ou um amigo próximo.

O atendimento é bem francês (pelo menos, o que eu conheço de atendimento francês): 1 garçom para todas as mesas do lado de fora (eram 15), não muito afim de papo e com uma pressa irritante para quem senta ali e quer curtir um momento tranquilo. “Acostume-se, esse é o padrão”, pensava eu para aproveitar ao máximo. Mesmo pedindo a opção mais rápida da casa, é quase impossível sentar e comer algo rapidinho por lá.

A conta não foi barata; afinal, 2 pratos pequenos e meia garrafa de vinho nos deixaram com €41,5 a menos na carteira. Com a mesma quantia, comi um menu de 3 pratos (deliciosos) no Marais, mas cada bairro, cada rua, cada calçada têm a sua peculiaridade e, obviamente, o seu preço – Paris tem dessas coisas. Les Éditeurs não é o restaurante mais caro da rua, nem o mais barato, mas uma coisa eu pude comprovar: nele você vai comer o melhor “qualquer pedido” da sua vida.

E na pracinha à frente, cercada por um “Éditeur” e um “Comptoir”, uma árvore gigantesca exibe seus frutos mais preciosos: dezenas de livros pendurados nos galhos. A metáfora é clara: na capital da arte, o conhecimento está em todo lugar.

***

Só pela companhia hilária da franco-brasileira Natasha, o dia já foi maravilhoso. Depois de comer numa super dica da Juju, tudo ficou ainda mais bonito!

***

Café Les Éditeurs
4, Carrefour de’l Odeon  Paris
Tel. +33 1 43 26 67 76

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Essa publicação foi escrita por eduardo blog.rhem e publicada em 15/05/2012 às 01:52. Está arquivada em $$$ médio, Almoço, Ar livre, Out of Rio e marcada , , , , , , , , , , , , . Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

4 opiniões sobre “#14, Café Les Éditeurs, Paris

  1. Juju em disse:

    <3 Sua foto ficou melhor que a minha, fato. E lá dentro é uma delícia: tem jornal, estantes com livros e afins. As mesas para "jantar" são mais confortáveis, mas há mesinhas como as da calçada um pouco mais pra dentro. Todas de frente pra rua, enfileiradas como no teatro, pra apreciar e incentivar a flanerie, inventada em Paris, tenho certeza.

  2. Ahhhh seu lindo! Esse dia foi delicioso – em todos os sentidos :) Queria mais um almoço desse antes das minhas aulas malas e sonolentas da tarde… esse vinhozinho me fez muito bem nesse dia hihihi <3

  3. Pingback: #21 Guerin Boulangerie « Pique-baleia. Comigo não tá!

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