#5, Tamboril, Inhotim-MG

Nem bem a gente começou e já estamos inventando moda: o post dessa semana é importado, deliciosamente vindo de Minas (tem coisa mais linda que post de blog de comida importado de Minas? Nem ouse dizer que não, que acaba o amor…). Pois então, o casal que vos escreve viajou para a Disney brasileira das artes e, como não podia deixar de ser, aproveitou o que Minas tem para oferecer de melhor: seus enormes pratos de comida.

A visita ao Inhotim foi um arraso, em todos os aspectos – o parque é coisa linda de Deus, organizadíssimo, cheio das artes e da natureza. Tipos nota 11. Tipos NÃO DEIXEM DE IR (fui clara?). E, para arrematar, com opções gastronômicas do babado e para todos os bolsos. Isso porque a administração do parque avisa delicadamente que “não há espaços para pique-nique” em seu interior. Então já sabe, nada de preparar um monte de sanduichinhos em saco de pão de forma, até porque realmente não há necessidade. Em tempos de Copa do Mundo e Olimpíadas em solo carioca, pagar r$50 em um quilo alto nível não deixa ninguém muito mais pobre. Certo?

Como optamos por dividir a visita em dois dias (gente phyna, já viu), almoçamos nos dois restaurantes do parque – o Oiticica, o tal quilo que comentei acima, e o Tamboril, que dá nome ao post e nos reservou alegrias sem fim. Além destas opções, há também cantinas que servem pizza, omelete, cachorro-quente e outros lanchinhos. O Oiticica nos havia sido recomendado por uma amiga, e já tinha sido motivo de muitos sorrisos. Mas a decisão de ir também ao Tamboril foi um caso a parte. Antes de partirmos para o segundo dia de visita, ainda no café-da-manhã, tivemos uma revelação: nossa querida amiga de pousada, uma pessoa enfática, não nos deixou opção a não ser ir ao Tamboril (mais detalhes sobre este causo ao vivo, aos interessados).

De cara, assim como aconteceu com o restante do parque, já ficamos impressionados com o Tamboril (que, aliás, é nome de árvore, uma das muitas espécies que vimos por lá, junto com o Pau Rei. Risas). Tudo muito bonito, muito de bom gosto (porque eu sempre acho que “de bom-gosto” soa à minha avó?) e com atendimento supimpa.

O Tamboril funciona no esquema de buffet, ou “coma até morrer” no caso dos meninos, e custa r$55 por pessoa – de novo, não é de graça, mas muito, muito honesto para a qualidade da comida e se comparado aos preços que vemos por aqui.

E a comida? Ah, a comida…! Com o perdão da gracinha, só tinha obra de arte:

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Buffet :: r$ 55
Começar a descrever as comidas é tão difícil quanto foi decidir por onde começar a comer. O buffet, como muitas opções de saladas e entradinhas, parecia ter sido feito sob medida para mim. Barquinhos de endívias, pêra assada com gorgonzola, ceviche de camarão, de peixe, de lula, moranga assada, casquette de brie com geleia de pimenta, bolinho de muito bacalhau, batata palha de verdade e por aí segue. Tudo bem feito, tudo realmente gostoso, tudo muito bem cuidado. De quentes, picanha no forno, lombinho recheado, salmão com molho de maracujá (que eu, que não como salmão, quase provei de tão lindo que estava), risoto de tomate seco. E muita pimenta biquinho sempre que possível, para lembrar que essa felicidade toda estava em terras mineiras.

A avaliação geral foi que estava tudo incrível. A comida não era metida, e tinha todo um quê de carinho – o que se via refletido no cuidado com que a pessoa responsável por checar o buffet fazia as reposições, sem que se desse falta de nenhum dos pratos. Vale lembrar que os pratos não eram em essência mineiros, mas que aqui e ali se via uma referência. E acho que é isso, não teremos críticas. Nossa experiência almoçando no Tamboril foi 100% positiva, irrepreensível. Aliás, se há crítica a ser feita, é só em função da distância do Rio. Como faz?

Mas o momento de fofura máxima ainda estava por vir. Depois de muitos alguns pratinhos por pessoa, estávamos todos naquele drama de quero-um-doce-mas-é-fisicamente-impossível, relutando para pagar os r$12 do buffet de sobremesa (sim, Minas é mais, Minas é amor). Acabamos achando prudente encerrar o almoço por ali e seguir em frente, já que ainda tínhamos algumas galerias para ver (oi? Alguém ainda lembra que estávamos lá para ver arte?). Eis que nosso garçom aparece com a conta e com o mimo abaixo, porque, segundo ele mesmo, tinha ouvido que as crianças ainda queriam um docinho:

Agora diz, como voltar para casa e para o trabalho e para os almoços monótonos e modorrentos deste verão carioca? Melhor, não diz mais nada, não.

***

Queria deixar um carinho pros colegas QUERIDOS de viagem.
MUITO AMOR! <3

***

Restaurante Tamboril – Inhotim
Rua B, 20, Brumadinho – MG
Tel. 31 3254-5440

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Essa publicação foi escrita por eduardo blog.rhem e publicada em 10/02/2012 às 03:30. Está arquivada em $$$$$ salgado, Almoço, Buffet, Internacional, Muito amor, Out of Rio e marcada , , , , , , , , , , . Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

2 opiniões sobre “#5, Tamboril, Inhotim-MG

  1. deve ser um nojo esse restaurante. humpf.
    olha, de vingancinha, acho que vou sair por aqui fotografando umas carnes e vou mandar no email de vcs.

    falando sério: liiindas comidas! e a sobremesa foi de grátis?

  2. isso é SACANAGEM!! rs

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