#1, .Org

ou Food & the City

Toda vez que escolhemos um lugar diferente para comer, me bate uma ansiedade. Pra mim, pessoa com alma de gordinha comilona, é como se fosse um primeiro encontro, só que às escuras. Aproveito toda a modernidade tecnológica e lá vou eu pela internet fuxicar, tentar descobrir mais detalhes sobre meu pretendente, para não fazer feio quando chegar o momento. E aí é aquilo que a gente já sabe desde a adolescência – eu me preparo, fico com friozinho na barriga, me pego imaginando como será o encontro (claro, guardadas as devidas proporções, porque – ainda – não sou tão louca assim). Pois bem, digo que, nesse momento, me encontro mais uma vez com borboletas gostosas na barriga (calma! esse bichinho eu não como…).

Comer é, acima de tudo, um grande prazer, e será uma delícia brincar de comer durante todo esse ano. E não vale pedir autos. (;

.Org, a vendinha-restaurante orgânico cool da Barra

Vamos, então, à primeira paquera do blog e do ano. Edu, leitor de jornal que é, viu uma reportagem sobre o .Org e logo soube que ia me agradar, já que ando flertando fortemente com esse mundo dos orgânicos. O que a gente sabia de antemão era que por lá a comida é toda feita com alimentos orgânicos, frescos e sazonais. Ponto pro .Org (vale essa canastrice?). Descobrimos também que os pratos tinham todo um trabalho na apresentação e as criações eram elaboradas, tudo a cargo da chef Tati Lund.

Já estava toda animada com o almoço, porque tenho visto como é difícil encontrar opções orgânicas por aqui. Chegando lá, vimos que o lugar, apesar de beeem pequeno e simples, é bonitinho, uma mistura de armazém e restaurante (apesar de não ter uma enorme quantidade de produtos e quase nada de frescos, mas tudo bem, a gente foi mesmo pelo restaurante).

O que realmente chamou a atenção foi o serviço – pessoal, atencioso, tipos gracinha mesmo, com direito a chef explicando o cardápio e checando se estava tudo bem, a cada prato. É óbvio que o tamanho minúsculo do ambiente ajuda, mas não diminui o prazer de um almoço bem cuidado. #fofo.

E a comida? Eis o que encaramos por lá:

A partir de cima, em sentido horário: bolinhos de quinoa, feijoada veggie, salada NY e torta de limão

Entradinha :: Bolinho de quinoa com chutney de damasco :: r$16
Delicinha, todo trabalhado na inovação, apresentação impecável. Se desmonta facilmente, o que torna a missão mais difícil, mas vale a aventura gastronômica.

Prato principal #1 :: Prato do dia / Feijoada vegetariana :: r$ 27,80
Gostosa, mas não bateu paixão. Por quê? Um feijão sem carne nem sempre é um feijão de verdade, daqueles que a mamãe faz e é uma delicinha, mas a experiência de comer tofu defumado com cara de carne-seca é interessante. E pra fazer justiça: a farofa de beterraba e a couve verdinha-que-só-ela estavam divinas.

Prato principal #2 :: Salada NY :: r$ 18
Mix de folhas simples, com um toque de shitake defumado+desidratado (fazendo lembrar lá de loooonge o sabor do bacon), molho caesar da casa e lascas divinas de “parmesão” surpresa. A chef veio à mesa perguntar se tínhamos desvendado o segredo do queijo. Pra quem ficou curioso, ele é feito de castanha-do-pará, desidratada e prensada, com temperos não revelados, mas que lembrava bastante o sabor forte do parmesão.

Sobremesa :: Torta de limão crua com massa de castanhas do pará :: r$ 12,50
Sem dúvida, o pedido mais sem graça. Como a casa não usa nada de origem animal (e, ah-rá, só descobrimos isso no momento de pedir a torta), a sobremesa mais inusitada ficou muito diferente da memória de uma torta de limão. Não conseguiu chegar lá, mas o perfume de um brownie (sem qualquer elemento da vaca) no ar do minúsculo salão, deixou uma sensação de que é possível sim comer um doce-maravilha por lá. Mas fica pra uma próxima vez. (;

A conta foi salgadinha, r$ 101,60, incluindo dois sucos muito interessantes (frozen de melancia e canela e suco de abacaxi com capim limão e cardamomo), uma água e uma besteirinha do armazén. As conversinhas com a chef fizeram valer a ida: no mínimo pela simpatia da casa e pelos sabores inusitados.

A única questão que a visita deixou no ar para a gente foi a inventividade. Apesar de muitíssimo criativa em suas soluções, incomoda um pouco ver pratos clássicos da cozinha não-veggie em versões adaptadas para o mundo de quem não chega nem perto de produtos animais. Na verdade, não é que incomoda, mas parece que sempre falta alguma coisa… Ficou a vontade de ver toda essa imaginação em pratos originais, concebidos como verdadeiros vegetarianos. #ficadica?

Então, vamos que podemos, essa semana tem mais! (:

***

.Org
Av. Olegário Maciel, 175 Loja G – Barra da Tijuca
Tel. 2493-1791

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Essa publicação foi escrita por eduardo blog.rhem e publicada em 16/01/2012 às 00:43. Está arquivada em $$$$$ salgado, Orgânico e marcada , , , , , , , , , , , . Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

4 opiniões sobre “#1, .Org

  1. Santo Mário em disse:

    Fiquei muito curioso pra avançar cardápio adentro e ser bem tratado, de fato, como deveríamos em qualquer bom restaurante. Do menu que vocês escolheram o que mais me deixou curioso foi a Salada NY; adoro segredos não revelados, mas que trazem prazeres além do imaginado. muah!

  2. Ciana Lago em disse:

    Que lindo o seu blog Thaisy!!! Já tinha ouvido falar nesse lugar. Quero ir na próxima visita ao rio! bjs

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